70 dias na vida de Renata Martins











{janeiro 28, 2009}   Dia 57 – Ô lá em casa…

Caia uma chuva torrencial em São Paulo na noite de ontem, 27 de janeiro.  Mas, com ingressos comprados há mais de um mês, fomos eu e Nadia para o Via Funchal ver o show do Orishas.

Me surpreendi. A casa estava lotada! No show anterior que eles fizeram aqui, não havia tanta gente e nem um público tão animado, cantando todas as músicas do trio cubano.

Roldán e Ruzzo subiram no palco. Faltava um, o ‘deus negro’ Yotuel. Ele já entrou pulando e colocando todo mundo para pular! Eles apresentaram músicas do novo CD, “Cosita Buena” – que eu não acho para comprar de jeito nenhum -, mas também cantaram os hits dos discos anteriores, como “Represent”, “A lo Cubano”, “Atrevido” e “Nací Orishas”. Até um “Quanta Lamera” os cubanos mandaram ver, para a alegria da galera!

O show é uma energia só. As músicas, que misturam ritmos cubanos com rap, não deixam ninguém parado. Nem os três Orishas, que no palco cantam, dançam com passinhos coreografados e interagem com a platéia a todo momento.

Feliz de tocar aqui pela 6ª vez, Yotuel disse que não foi o público que se dirigiu até o show para vê-los. O Orishas é que saiu de Cuba para encontrar o público brasileiro. Com os fãs, via-se bandeiras, camisas e bonés de Cuba. O trompetista da banda retribuiu, vestindo a camisa da seleção brasileira.

Duas horas de show, a gente querendo mais e eles não querendo deixar do palco. Pena que foi apresentação única…

Ponto negativo: o microfone do Roldán estava baixo. Por vezes não dava para ouvir o que ele estava cantando ou dizendo.

Ponto alto: Yotuel Romero. O homem é incrível! Lindo, sarado, dança que é uma coisa! Quase que levou a mulherada ao desespero quando, sem camisa, rebolava até o chão! Ô lá em casa…

Além disso tudo, ele ainda canta no Orishas...

Além disso tudo, ele ainda canta no Orishas...



O que pode ser melhor do que assitir a um show do Monobloco?!

Ir para a praia com as amigas,  dançar muito enquanto se assiste ao show e, no final, encontrar seus amigos da banda, acho que é uma boa resposta!!

O grupo carioca, que surgiu a partir de uma oficina de percussão realizada por Pedro Luis e A Parede, é hoje uma das maiores manifestações do Carnaval do Rio e viaja por todo o país  apresentando um repertório cheio de samba, funk e muito swing.  É para não deixar ninguém parado mesmo!!

No último final de semana, o Monobloco se apresentou no Projeto Canto para o Mar, no hotel Jequitimar (sim, o do Silvio Santos), no Guarujá.

Ótimo pretexto para juntar as amigas e ir para a praia! Eu e a Paula descemos na sexta-feira de noite. A Bruna, Ana e Karen no sabádo, quase que diretamente para o show, que foi animadíssimo!!

O grupo convidou Toni Garrido para uma participação especial. Foi bacana. Mas bacana mesmo foi ver os “meninos” arrasando na percussão e botando todo mundo para dançar!

No final do show, ainda encontrei meus amigos que tocam na banda. O Junior, que tirou a foto abaixo com a gente (só a Ana ficou de fora…), o Pedro Luis, o C.A., o “maestro” Celso Alvim e o Mario.

Sexta-feira, eles tocam em São Paulo. Que vontade de repetir a dose!! show-monobloco



Estou cogitando ir ao show da Alanis Morissete aqui em São Paulo. Entrei no site do Via Funchal para saber o preço: R$ 180 a pista.

Acabo de chegar de Fortaleza, onde a cantora canadense também vai se apresentar. Lá o ingresso para a pista sairá por R$ 60. Percebe a pequena diferença?!!! É um terço do preço daqui! Achei o fim! Só porque estamos em São Paulo, tudo tem que ser mais caro?

Comecei a pesquisar quanto custará o mesmo ingresso de pista em outras cidades brasileiras. Em Floripa, R$ 80. Em BH, R$ 150.

Mas  descobri que nós, paulistanos, não somos os mais assaltados pelas casas de show.  No Rio de Janeiro, o HSBC Arena cobrará o valor absurdo de R$ 220 pela pista.

Não é de se estranhar, um mesmo show com preços tão diferentes assim?



Depois do sufoco para conseguirmos entrar no estádio, o show da Madonna tinha que valer muito a pena. E valeu, mais do que o esperado até! Para mim, a apresentação de domingo foi melhor, mais animado que o primeiro, na quinta-feira.

Talvez por ter sido o último show de Sticky & Sweet, a cantora estava toda empolgada, interagiu mais com o público, foi mais ousada em suas coreografias e até chorou cantando You Must Love me.

Na hora em que dá a oportunidade para algum fã escolher uma música para ela cantar, Madonna perguntou o nome de um rapaz que prontamente respondeu “Deeper and Deeper”. Ela disse que esse não podia ser o nome dele e passou a chance a outro fã, que quis ouvir “Sorry”. Mas ela também não gostou da sugestão e, assim como no show de quinta, ela preferiu cantar “Like a Virgin”, dizendo que estava se sentindo ‘shiny and new’, como diz a letra da música. O estádio, lotado, acompanhou Madonna com palmas, foi de arrepiar.

Bandeiras do Brasil serviram de figurino para os dançarinos em diversos momentos e ela agradeceu a receptividade do público de São Paulo, encerrando o show e a turnê. Game over!

Dancei muito, cantei muito, me diverti muito. Espero que não demore outros quinze anos para ela voltar para cá!

Nas fotos, eu, Angelo, Paula, Camila, Fábio e Talita. Sim, nós fomos!!

Felizardos no show do dia 21/ 12

Felizardos no show do dia 21/ 12



Eu estava decidida a assistir a mais um show da Madonna em São Paulo. Pelo visto, eu não era a única, nem de longe… Acho que as histórias de que estavam “liquidando”  entradas para os shows na porta do Morumbi levaram muitas pessoas ao estádio neste domingo à procura de ingressos.

Fui com a Paula (que tinha ido no show de sábado), minha prima Camila e o Fábio, um amigo dela. Lá, no meio da multidão, encontrei por acaso o Angelo (que tinha ido no show de quinta). E ficamos os cinco atrás de ingressos.

Logo, desistimos do sonho da pista vip. Ninguém tinha ingresso desse setor. Começamos a procurar por pista e o mínimo que os cambistas pediam eram R$ 150 (bem diferente das notícias que diziam que ingressos chegavam a custar R$ 30…).

O horário do show se aproximava e ao invés de liquidação o que a gente via eram mais pessoas procurando entradas. Cambistas querendo comprar ingressos ao invés de vendê-los! Bateu o desespero!!

Eu, que já havia visto o show de quinta, estava disposta a pagar R$ 100 para entrar, mas a esta altura, às 21h, já pensava até em desembolsar mais cinquentinha… Foi aí,  que surgiu a luz no fim do túnel! Na ilegalidade, mas nós conseguimos!

Conhecemos um funcionário que, por debaixo dos panos, estava vendendo pulseirinhas de técnico de som por R$ 100. Era o que eu queria gastar. Topamos.

Ele levou a Paula, a Camila e o Fábio. Eu e o Angelo ficamos esperando o segundo “comboio”. Nessa, o Angelo encontrou a Talita, que também tinha ido no show de quinta. E o técnico voltou para nos resgatar. Entramos com as tais pulseirinhas pelo Portão 4 e ficamos no setor da cadeira azul inferior. Ótimo lugar!

Lá dentro, conseguimos respirar. Os seis dentro do estádio, meia hora antes do show começar! E o show foi incrível, melhor do que o de quinta, na minha opinião. Mas isso fica para o próximo post.



{dezembro 20, 2008}   Dia 25 – A Madonna é MARA!!

Digam o que quiser! Sempre haverá alguém para falar (bem ou mal) dela. Afinal, não é a toa que ela é conhecida como a rainha do pop internacional, que há décadas é considerada uma diva da música.  Ela é Madonna e ela é MARA!!!

Do alto dos seus 50 anos, ela provou para as quase 70 mil pessoas que compareceram ao seu primeiro show da turnê Sticky & Sweet em São Paulo – entre elas, eu – que continua com todo o pique, que dança muito, que canta e encanta a platéia.

Eu fiquei na pista. Cheguei no Morumbi às 13h. Como a maioria dos que a aguardavam, quase às 22h, eu já estava podre de cansada, com dor nas pernas e nas costas. Com o atraso, ouviu-se alguns insultos à cantora e o povo até ensaiou uma vaia. Mas foram só as luzes do estádio se apagarem e o show começar, para o público esquecer o sofrimento e ir ao delírio com Madonna, que surgiu no palco sentada em um trono, exibindo sua realeza.

Superprodução. Assim pode ser definido o show. Pelo palco gigantesco, bailarinos dançam coreagrafias ensaiadíssimas. É telão que sobe, que desce, se divide em diferentes partes e exibem videoclipes em ritmo alucinante. E ela canta (às vezes desafina, usa playback), requebra, pula corda, toca guitarra, rola no chão, troca de roupa diversas vezes, revezando modelitos que não escondem o corpão malhado, e até veste uma camisa do Brasil.

Gostei de Vogue, Like a Prayer, The Beat Goes on, Give it 2 me, La Isla Bonita, Ray of Light e muitas outras. Em She’s not Me, Madonna contracena com dançarinas vestidas como ela mesma em videoclipes de diferentes épocas. Em 4 Minutes, parecia que ela contracenava com Justin no palco.

O momento mais emocionante para mim foi quando ela escolheu uma pessoa da platéia para pedir uma música. Marcio, era o nome de felizardo, que quis ouvir Like a Virgin. Ela solicitou a ajuda do público, dizendo que sempre esquecia a letra das músicas antigas.  E esqueceu mesmo. À capela, ela cantou este, que foi um de seus maiores e mais polêmicos sucessos e foi acompanhada pelo estádio inteiro.

Adorei ter ido! Adorei ter visto Madonna. Tanto, que vou até tentar voltar no domingo. Dizem que cambistas estão vendendo ingresso para a pista vip por 40, por 50 reais. Até 100 eu pago, fácil, para vê-la novamente. Sabe-se lá se terei outra oportunidade de assistir à maior estrela da música pop do mundo…

Veja o vídeo de Like a Virgin no show do último dia 18.



{dezembro 19, 2008}   Dia 23 – E não choveu!

Não sei se foi a rezinha do meu blog, se foi a conversa séria que o Joel disse que teve com o “Pedrão” ou se foi o pensamento positivo das 67 mil pessoas que estiveram ontem no Morumbi. O que eu sei é que NÃO CHOVEU!

Contrariando todas as previsões do tempo, a chuva que caia há dias na região Sudeste resolveu dar uma trégua e nós pudemos ver “a seco” o primeiro show da Madonna em São Paulo. Show que, aliás, foi sensacional e que será o tema do meu próximo post.



Alguém conhece uma boa simpatia para fazer a chuva parar??

Esperei tanto tempo para ver um show da Madonna no Brasil, que não posso acreditar que vou ter que vê-lo debaixo de chuva amanhã!!

A previsão do tempo não é nada animadora… Dependendo da fonte, podemos ter “Sol, alternando com pancadas de chuva e possíveis trovoadas” ou “Sol com muitas nuvens. Pancadas de chuva à tarde e à noite”, ou seja antes e durante o show. Muita sacanagem climática!

Ouvi dizer que o negócio é colocar um ovo em cima do telhado de casa e pedir para Santa Clara que a chuva cesse.  Descobri até uma oraçãozinha, que só funciona se rezada 10 vezes, alertam: “Santa Clara clareou/ São Domingos iluminou/ Vai chuva, vem sol/ Vai chuva, vem sol/ Vai chuva, vem sol”.

Bom, não custa tentar…



Eu não vejo novelas, não sigo séries e odeio programas sensacionalistas e aqueles que só sabem falar da vida de artistas (ou pseudo-artistas). Mas tem uma ou outra coisinha na TV da qual a gente não escapa, não tem jeito!

Eu vejo Ídolos, eu gosto de Ídolos e eu fiquei muito triste por minha candidata favorita desta edição, a Maria Christina, ter sido eliminada na noite de ontem, uma etapa antes da grande final.

Com um visual meio punk, desfilando um moicano colorido, e não escondendo de ninguém que é homossexual – até usava uma pulseirinha com a símbolo da bandeira gay em suas apresentações – ela mostrou a todos que tem um lado sensível, é dona de uma voz doce e delicada e gosta de cantar músicas de amor.

Ela me emocionou com suas interpretações. Emocionou os jurados. Mas foi o público que votou e assim decidiu.

Com a saída de Maria Christina, restaram dois concorrentes, que disputam a final na próxima semana. Dois homens, dois ”Rafaéis”. O Rafael Bernardo é sim muito talentoso, afinadíssimo. Já o outro, o Rafael Barreto, ninguém me tira da cabeça que está lá até agora (e é sempre um dos mais bem votados) porque tem um rostinho bonito.

Se pensarmos na versão original do programa, o American Idol podemos lembrar de Jennifer Hudson, a negra gordinha que foi eliminada e depois disso já ganhou até Oscar pelo seu papel em Dreamgirls.

Gosto não se discute, talento, talvez sim!

Enquanto o espectador desse tipo de programa continuar julgando um candidato pela sua aparência, origem ou orientação sexual – e não pela sua competência no palco – dificilmente uma ‘Maria Christina’, uma ‘Jennifer Hudson’ sairá vencedora.

Contudo, mais do que ganhar ou perder, o que vale é poder apresentar ao público o seu trabalho. Com certeza, Maria Christina, sua carreira só está começando!

Veja o vídeo da apresentação de terça-feira, 9  de dezembro. 



{dezembro 5, 2008}   Dia 10 – Ela está chegando!!

Parece que faz séculos aquela longa madrugada que eu passei acordada tentando comprar ingresso para o show da Madonna… Enfim, o dia 18 de dezembro está chegando, a Madonna está chegando ao Brasil.

Ontem, 4 de dezembro, ela fez o primeiro show da turnê Stycky & Sweet na América do Sul. Foi em Buenos Aires, no lotado estádio do River Plate.

Bom, quem aguardou meses, aguarda mais alguns dias. Mas, só para ficar com um pouco mais de vontade, um vídeo gravado por algum ‘hermano’ ontem, no comecinho do show.



etc.
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