70 dias na vida de Renata Martins











Depois de tantas dúvidas, vou ou não vou, acabei indo passar o carnaval na praia. Fui para o Guarujá com a Paula, Camila e Marisa. Descemos no sábado de noite e chegamos a tempo de comer uma pizza com a família da Paula. Da pizzaria, fomos para os quiosques da praia. Lógico, em todos só se ouvia samba. Até que tentamos, mas não conseguimos entrar no ritmo do Carnaval.

No domingo, o tempo ficou meio nublado, mas fazia muito, mas muito calor. Passamos o dia na praia da Enseada. Encontramos a Ana e Verônica, amigas da Bruna. Fomos passear em Pitangueiras. Estava LOTADA de gente, uó. Dizem as más línguas que parecia a Praia Grande, eu, que não conheço a cidade, me abstenho de comentários. Achamos melhor voltar e acabamos parando em um quiosque na Enseada. Encontramos a prima da Paula, a Ana e a Verônica.

Segunda-feira e o sol apareceu com força total. Fiquei embaixo do guarda-sol o tempo todo, mergulhando de 15 em 15 minutos para aguentar o calor. Bruna e Ernani foram “nos visitar” no Guarujá. De noite, fomos para a festa de Carnaval do Avelinos. Nos divertimos muito. Apesar do grupo que tocava ser bem mais ou menos e do calor que fazia na pista. Ainda bem que a gente não precisa de muito para nos divertir…

Após dois dias de praia, um dia de chuva. Mas não nos deixamos abater. Passeamos o dia todo e aproveitamos o mau tempo para ir ao cinema ver O Curioso Caso de Benjamin Button. Adorei! Falo sobre isso amanhã.

A pior parte da viagem. A volta. Com medo do trânsito, deixei para subir a serra na quarta de manhã e me dei muito bem. Não peguei trânsito nenhum, tanto que às 10h eu já estava no escritório. Sim, eu trabalhei na quarta-feira de cinzas.



Pode parecer estranho aquela mocinha delicada que viveu uma princesa no filme da Disney e encarnou a assistente fashion de uma poderosa editora de moda aparecer na tela do cinema como uma jovem descabelada em processo de recuperação das drogas.

Mas o estranhamento logo passa e o que se vê é uma Anne Hathaway convicente no papel de Kim, uma ex-junkie que sai da clínica de “rehab” e volta para a casa do pai no final de semana do casamento de sua irmã, a Rachel do título.

Esqueça as jovens rebeldes sem-causas ou os drogados sem alma e coração. Kim é sensível e carinhosa com a família. Ela também não se esconde atrás do fantasma das drogas, prefere se expôr e encarar os problemas de frente, tendo penosas conversas com a mãe, o pai e a irmã.

Apesar de frágil perante as drogas – e perante um trauma familiar do passado – ela se mostra forte e determinada em sua dor, às vezes ignorada em meio a tantos preparativos para o grande dia da vida de Rachel.

Acho merecida a indicação de Anne Hathaway para o Oscar de melhor atriz. Não deve levar, ainda não. Mas está no caminho certo. Só mais uma observação. É um bom filme, mas certamente não é o mais indicado para se assistir em um dia de depressão.



{fevereiro 16, 2009}   Dia 66 – Galvão, eu já sabia!!

Não era preciso ser vidente, nem mesmo um especialista em futebol para saber o que ia acontecer… Era óbvio que acabaria em pancadaria a partida entre Corinthians e São Paulo no Morumbi.

Tudo começou com a confusão da “cota” dos 10% de ingressos para a torcida corintiana. Tudo bem, está no estatuto do futebol, mas, convenhamos, a atitude foi no mínimo nada amistosa. Preferiram o estádio vazio a ceder o direito dos corintianos de assistirem a partida no Morumbi. Nem 34mil pagantes estavam no estádio… Sem contar que os ingressos para os corintianos foram vendidos a R$ 90!

Bom, isso foi só o início da intriga. Durante toda a semana, as diretorias dos dois clubes trocaram ofensas e acusações, inflamando o debate entre as torcidas.

No estádio, os corintianos foram isolados por muros e divisórias improvisadas. Cordas e madeira os separavam no estádio. A entrada dos torcedores também não foi dividida por setores como normalmente é nos clássicos. Corintianos e são-paulinos eram isolados apenas por um cordão policial…

O nervosismo entrou em campo. Um jogo violento. Muito bate-boca e faltas, que resultarem em três expulsões e dez cartões amarelos. O São Paulo marcou aos 30 minutos do segundo tempo. O Timão empatou seis minutos depois. E assim terminou o clássico, um empate em 1 x 1.

Mas, infelizmente, a torcida corintiana saiu perdendo… No final do jogo, começou a chover. Os torcedores, em busca de abrigo, tentavam sair do estádio, mas a polícia os impedia. Queriam que todos os são-paulinos deixassem o estádio primeiro.

Tumulto e a torcida é surpreendida por uma bomba. Não se sabe de onde veio. Da polícia? Ela nega, mas, quem sabe? Da torcida são-paulina? É possível. Dúvido que tenha partido de um corintiano, mas é uma hipótese a ser levantada.

O fato é houve corre-corre, pessoas foram pisoteadas e torcedores entraram em confronto com a polícia. O resultado: mais  de 30 corintianos feridos. E, para piorar ainda mais, as equipes médicas que deveriam estar no Morumbi, já haviam deixado o local. Os torcedores ficaram deitados nas arquibancadas esperando socorro.

Até quando vamos ter notícias como essa? Todo clássico é a mesma história!! E não é uma situação comum só em São Paulo. Neste final de semana mesmo, um torcedor foi morto em Minas, onde ocorreu o jogo Atlético e Cruzeiro.

Providências precisam ser tomadas e levadas a sério. Não adianta prender baderneiros (e eles existem em todas as torcidas) e os soltarem meia hora depois. Revista em estádio é coisa para inglês ver, vamos falar a verdade…

Uma alternativa radical deu certo na Argentina. Lá, clássico só tem uma torcida, a do time que tem o mando de jogo. Lógico, o futebol perde, as torcidas perdem, mas situações extremas merecem medidas extremas!



{fevereiro 14, 2009}   Dia 65 – Seja benvinda, Ana!

Eu estou longe de ser uma pessoa romântica! Não faz mesmo meu estilo e também, a vida não me deu muitos motivos para ser assim… Contudo, eu ainda acredito em histórias de amor e uma das que eu mais gosto é a da Dani e do Fê. Sabe aquele casal que parece que foi feito um para o outro? É o que eu sinto sobre esses dois.

Eles se conheceram em Bauru, quando a gente fazia faculdade.  A Dani estudava RP e morava com a Cris, da minha turma. O Fê fazia jornalismo, mas estudava de manhã (nós, à noite) e era meu ‘bixo’!

A primeira recordação que tenho deles juntos é em uma festa onde ficava o Wet Ball (era esse mesmo o nome?). O Fê se apresentou dizendo que era o BH, apelido que ganhou por vir de Minas (na verdade, ele é de Ituiutaba), e não sei porque, a Dani entendeu Bernardo… Durante um bom tempo, o Fê foi Bernardo para nós.

A Dani já fazia parte da minha vida. Nunca vou me esquecer que ela me ensinou a cozinhar feijão e fazer abobrinha. Do dia em que ela sentou no chão da cozinha da minha casa para tentar me ajudar com as finanças (vida de estudante é fogo!!). Das nossas sessões de cinema e as compras de sapatos no centro de Bauru.

E com o Fê, foi indentificação à primeira vista! Um amigo pra beber cerveja, pra falar de futebol, dar boas risadas. Parece que ao lado do Fê, não existe tempo ruim!!

Pode não parecer, mas nós nos conhecemos há um tempão! E mesmo estando longe deles (se casaram e continuam morando em Bauru), tenho certeza que estarão presentes na minha vida para sempre.

Há alguns meses, a Dani me ligou de noite. Disse que tinha uma notícia para me dar: eu ia ser titia!! E enfim, o dia chegou. A Ana chegou! Ela nasceu ontem, dia 13 de fevereiro, uma sexta-feira 13. Tenho certeza que será de muita sorte para ela.

Estou muito feliz por eles. Realizaram esse sonho que há tempos vinham cultivando. Espero que vocês continuem esse casal lindo que são, mas agora vocês não serão mais um casal, serão um trio. Bom, pelo menos até arrumarem um(a) irmãozinho (zinha) para a Ana, né?!

Ana, filha da Dani e do Fê

Ana, filha da Dani e do Fê



{fevereiro 13, 2009}   Dia 64 – Estou vingada!

VINGANÇA!!! Eu sei que não é um dos sentimentos mais bonitos que podemos ter, mas eu confesso que me senti muito feliz. Lembram daquela história que eu fui ao Bristol para assistir a um filminho, mas sentei numa poltrona que estava quebrada,  cai de bunda no chão e ninguém que trabalhava lá se importou comigo?

Pois o Guia do Estadão da sexta-feira  passada (6/2 a 12/2) me deu ouvidos e publicou a minha reclamação sobre o cinema. Vejam o texto abaixo.

Eles podem nem ligar por terem saido na irônica coluna “Quanta Gentileza”, mas eu me senti muito satisfeita ao imaginar que muita gente leu isso e deve, como eu, ter achado um absurdo o modo como os funciónarios do Bristol me trataram.

Funcionários do Bristol e da PlayArte, um asivo: é melhor vocês pensarem duas vezes da próxima vez que um cliente reclamar ! Ele pode ter razão (na maioria das vezes tem!) e a história pode ficar conhecida por muito mais pessoas do que vocês imaginam.

Minha reclamação na seção Quanta Gentileza

Minha reclamação na seção Quanta Gentileza



A segunda parte da minha maratona foi melhor. Acho que ’menos deprimente’ é mais justo com os filmes anteriores, afinal, eu é que não estou numa fase muito boa (mas não quero falar disso agora!).

Vi “Dúvida” e adorei! Nossa, como a Meryl Streep é boa!! Ela faz o papel de um freira durona, que comanda uma escola católica no Bronx. Ela suspeita que um padre tenha assediado o único menino negro (e depois descobrimos também ser gay) da escola e começa a investigá-lo. Mesmo estando em “dúvida” de suas ações, ela segue firme no seu objetivo e consegue o que quer.

Participam do filme o também muito bom Philip Seymour Hoffmann, que interpreta o padre suspeito,  e Amy Adams (a “mocinha” de Encantada), que faz a inocente feira-professora que desconfia que há algo de errado na história.

Depois, vi “O Leitor”, outro grande filme! Nos papéis principais, Kate Winslet e Ralph Fiennes. A história se passa na Alemanha, no fim da Segunda Gerra Mundial. Um adolescente, Michael, se apaixona por Hannah, uma mulher mais velha (interpretada Winslet). Além de se amarem (fui eu mesma que escrevi isso???), ela faz questão que ele leia romances em todos os encontros.

Um dia, Hannah vai embora, sem deixar pistas. Anos mais tarde, o garoto, estudante de direito, a reencontra como ré num julgamento de crimes de guerra. Ele tem um segredo que se revelado pode ajudá-la, mas talvez por ética, talvez por mágoa, ele se omite e Hannah é condenada à prisão perpétua.  

Adulto, vivido por Fiennes, ele resolve se comunicar com ela na prisão, enviando fitas cassetes gravadas com as histórias dos livros que lia para ela. Não tem um final feliz, mas quem disse que a vida tem sempre um final feliz?

Não sei qual dos dois filmes eu gostei mais. Na dúvida, escolhi o trailer de “Dúvida”.



Eu deveria ter viajado para São Thomé das Letras no final de semana passado. Deveria. A viagem foi cancelada, digamos, aos 35 minutos do segundo-tempo. Ainda bem que eu não havia arrumado a minha mala, senão, a frustração seria ainda maior…

Sem ter planos, resolviu me “internar” no cinema. Estava atrasada mesmo com os lançamentos, vi uma oportunidade para me atualizar fazendo uma verdadeira maratona cinematográfica, quatro filmes em um final de semana.

Primeiro, vi “Foi Apenas um Sonho”, filme que trouxe novamente às telas o famoso casal de Titanic, Leonardo DiCaprio e Kate Winslet. Só que nesse longa, não há tanto romance no ar, ou no mar, como queiram. Kate faz ’April’, uma atriz cuja carreira não decola e ela acaba virando uma dona de casa infeliz, com dois filhos, vivendo numa casinha branca no subúrbio. Ela é casada com ‘Frank’ (DiCaprio), que tem um empreguinho medíocre e dá suas escapadas do casamento com uma funcionária da empresa.  

O futuro promissor do casal simplesmente não acontece e antes de morrer de tédio, April tem uma idéia: a família devia se mudar para Paris. Planos e mais planos, avisam os amigos, começam a preparar a mudança. Só que ela fica grávida, ele é promovido na empresa e a viagem não passa de um sonho.

É um bom filme, mas achei os personagens característicos demais. Todas as mulheres são histéricas, todos os homens uns frouxas que traem as esposas mas as amam de paixão. Definitivamente, não é um filme para se assistir depois de se levar um fora, ops, de ter uma viagem cancelada.

Na sequência, decidi assistir a um filme leve. Afinal de contas, era apenas sexta-feira e o final de semana estava començando. Vi “Noivas em Guerra”. Adoro a Kate Hudson e a Anne Hathaway. Mas meu tiro saiu pela culatra…

Começa que parece que a idéia de casar é mais importante do que com quem você vai subir ao altar. Se suas amigas estão noivas, ou pior, já se casaram, você é uma “loser” total. E depois, uma mensagem para acabar definitivamente com a minha noite. A sua alma gêmea – aquela pessoa que te entende, que te acompanha a vida toda – pode sim existir. Mas ela pode apenas ser sua melhor amiga, ou seja, conforme-se com quem você tiver de chamar de marido.

Affff, sai do cinema chorando!! Ainda bem que meu melhor amigo, Joel, estava por perto e me emprestou o seu sempre solícito ombro… Entre “Foi Apenas um Sonho” e “Noivas em Guerra”, eu fico com o primeiro, apresentado neste trailer:



Esse blog não deveria mais existir. Ele foi feito para durar 70 dias, está aí a razão de seu nome! Mas não foi bem assim…

Eu deveria atualizar o blog todos os dias, acrescentando sempre um post novo. Mas nem sempre isso foi possível, minha vida não é tão incrivelmente interessante (e olha que eu acho que ela é mais interessante do que a de muita gente!!) para eu ter assuntos novos diariamente.

Mas eu chego lá! Afinal, estou no dia 61, faltam apenas mais 9 posts.

Descobri que ter um blog (mesmo quando você é obrigado a tê-lo, lembrando que esse blog aqui só surgiu por conta de uma matéria da minha pós) é bem legal. Mas atualizá-lo dia sim e dia outro também é pra lá de complicado!

No meu próximo blog – sim, eu já tenho novidades a caminho! – a história será bem diferente!



 Fui ao Pacaembu no último sábado para assistir ao jogo Corinthians x Oeste (que só agora descobri se tratar de um time da cidade de Itápolis). Era minha primeira partida do Paulistão 2009, portanto, eu estava a fim de ver gols!!

Logo nos primeiros minutos, um zagueiro do Oeste marcou um golaço. Contra!!! Acho que um dos piores que eu já vi na vida. Tristeza para ele, alegria para nossa torcida, 1 x 0 pro Timão.  E assim terminou o primeiro tempo.

Na segunda etapa, o Corinthians marcou mais 3 gols (o Oeste fez 1, ficando 4 x 1  no final), mas perdemos muitas chances. Mas muitas mesmo! E grande parte delas desperdiçadas pelo Souza, atacante recém-contratado.  A torcida ficou impaciente. Vaiou o jogador. “Ei, Souza, vai tomar …”, se ouvia em coro nas arquibancadas. Deu até dó!

No finalzinho da partida, Lulinha, que tinha entrado há poucos minutos no lugar de Diogo, foi derrubado na área, o juiz marcou. E quem pega a bola para bater o penal? Ele mesmo, o Souza! O atacante pediu a bola para o Chicão, cobrador oficial de pênaltis do time, e foi para a área.

Momento de tensão!! A torcida era um misto de nervosismo, comemoração e incredulidade com a atitude de Souza. Eu não queria nem olhar para o campo…  Ele bateu, a bola foi devagarzinho, devagarzinho, quase que o goleiro do Oeste pegou. Mas não, ele marcou. Uffffaaaaa!!!

Foi preciso coragem. Se ele perdesse o gol, acho que nunca mais entraria em campo. Souza disse que deixou o azar para trás. Assim espero! Logo mais à noite, o Timão enfrenta o Paulista. Tomara que cenas como a do vídeo abaixo não se repitam tão cedo!!

 



Talvez o maior problema do filme “Surpresas do Amor”, em cartaz nos cinemas, seja seu título. Começando pelo truque da tradução malfeita!

A comédia romântica, que estreou em dezembro nos Estados Unidos, tem como nome original “Four Christmases”, Quatro Natais, em bom português. Acontece que o filme só chegou por aqui em meados de janeiro. Para tentar encobrir o atraso, ele foi distribuído com o nada surpreendente título de “Surpresas do Amor”! Filme romântico que se preze não pode deixar de ter ‘amor’ no nome, certo?!

Ah, claro, tomaram o cuidado de esconder as menções natalinas do cartaz original!

O roteiro gira em torno de um casal (Reese Witherspoon e Vince Vaughn) que, para evitar a família, arruma alguma mentira esfarrapada para viajar todo o Natal. Só que um nevoeiro sobre a cidade não os deixa decolar. Resumindo, em um só dia, eles visitam as casas dos pais, que são separados, portanto, quatro encontros de Natal.

Sem nenhuma surpresa, o filme parece um monte de clichês de comédias românticas. Quem sabe para um dia de chuva na TV aberta, não mais que isso! 

Veja o trailer do filme, mas não se deixe enganar!



etc.
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